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quando as pineais se cansam lyrics – diomedes chinaski

[verso 1: diomedes]
no céu, o mesmo sol, mas não tem café na mesa
a crise tá sinistra né?, papai não tem empresa
as contas procriaram, -ssim como essas baratas
o sistema é uma fraude, o menino tá sem fraudas
de onde vim, ninguém bota fé, nas habilidades
a sogra vai questionar, sua utilidade
você se sentindo um lixo dessa sociedade
até quando viver, sem viver de verdade
o crime vai te oferecer uma vida de maldade
você só queria sua família bem, completamente bem
e quem sentencia sua liberdade, não entende nada
por que não vem, de onde você vem
esse é o novo modelo de escravidão
foda-se as escolas, bota trump, faz outra prisão
uns espalha armas no bairro, que ai eles se mata
e alguém que sempre teve tudo, -ssina a condenação

[ponte]
não exite justiça, filho da puta
eu falei oque ?
é só clássico

[verso 2: lucas sang]
primeiros p-ssos fora da nave sangue, made in nauvinha
quem espero, tá ligado, deixei claro que nós vinha
espalha os planos, esfaqueia os planos
os donos, ninguém aqui é desse plano
respeitem o trono
silêncio enquanto enquanto versamos
silêncio enquanto silêncio , estamos
tem time que joga até na chuva
o meu é na chuva, que jogamos
o dono só joga por que tá com a bola, e eu aspiro o gol
meu rap é nojento, entope aspirador
não existe cena, o problema é que encenam
não existe fama, o problema é que acenam
se existe grana, então tá valendo
[?] te afeta, é sem juízo, final
nos vemos de 1999, até 0666
se inspire na geração contra-mão
leia, leia, leia, o foco é reto
seu cérebro é um músculo, eu mantenho ereto
meu espaço é sangrado, pra que se torne sagrados
sou magro de ruim, e ruim por que sou magro
rimo pras bomba branca ou pros corvos
dane-se o rap game “the king of fight” é que o jogo
e eu sigo loco, tipo choi, apeloso igual o rugal
no combate mortal, com pescador, flow kung lao

[ponte 2]
é hora que [?]precisa de funcionar
então, é, o processo da alimentação fotônica

[verso 3: ]
militando, sem espaço e nem tempo
contratempo da vida eu mantenho o acento
a vida é uma folha de oficio, eu invento
sedento por rimas nos beats nojentos
buscando o equilíbrio, tô visando o centro
no centro falaram que eu era médium
na vida batalha, sempre foi meu ego
procuro a visão, outro vai morrer cego
eu vim desvanecer, igual sonho
desabrochar igual pétala
pelos versos que componho
nenhuma prisão então é perpetua
mas, um em um milhão se libertam
eu vejo, da luz são a fresta
cabe a cada ser humano
fugir da própria caverna
mente tão distante, contagem a preta nem sente
minha rima é muito complexa, vim do futuro, me chame de trunks
tô elevado em dimensões, buscando [?]
dispenso a alopatia, minha medicina é cuidar do meu chacras

[verso 4: davizeira ]
no calor das onze horas, o centro e a revolta
a vida por um triz, ele pegou a moto saiu
foi buscar o que é seu, mas não sabe se volta
tipo leão e [?]
os clientes do -ssalto, oito mãos, um ao alto
put your hands up
put your hands up
um guardinha atrasado, veio com a reação
duas pessoas a menos, nenhuma era ladrão
morreu de barguilha aberta, deixou filhos e irmãos
próximos kamikazes
flutuando, tô tipo astronauta
só que bem mais discreto
sem nem uma roupa branca
com a mão eu anoto, numa prancheta, tudo que observo
eu vou fluindo sem rota, cheiro os jardins da vias
a danças do satélites
eu vou respeitando a orbita
eu e meu baseado, na galaxia próxima
captando estrelas, o som do amor delas
a viajar por ai, eu confiei meu projeto
[?] bela verde
hoje impacto guerras, no satélite sento
o baile da poeira, que demora mas chega
clareando minha mente
as [?], eu desfoco do mal
eu foco em tudo que ele
e aqueles tiros por trás
a desonestidade, de telejornal
o choro das família, [?] antigos
as formas brutais
modos operante boçal
ninguém ganha com isso
lagrimas arrancadas
eu cair pro rap
eu trabalhei pra uns cr-pulas
mano, a falta das placas
me dificulta mensagens
eu trago [?] inéditas
sou carteiro do eterno
substâncias são bytes
faço parte do todo

- diomedes chinaski